IECLB divulga posicionamento oficial sobre Prosperidade


A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) preparou e está divulgando o seu posicionamento oficial sobre o tema “Prosperidade”. Dividido em cinco itens - 1. Prosperidade: uma promessa divina; 2. Nem toda prosperidade representa bênção divina; 3. Entraves à prosperidade; 4.Limites e finalidade da prosperidade; e 5. Considerações sobre a “doutrina da prosperidade” - o documento foi preparado para a Presidência pelo pastor e professor Dr. Uwe Wegner e recebe o aval do pastor presidente Walter Altmann.
Na Bíblia, a prosperidade é uma promessa divina, externada de diversas maneiras e em diferentes épocas da vida do povo de Deus. Comumente, ela vem ligada a verbos como prosperar, aumentar, abundar, multiplicar, crescer, enriquecer. “Pela prosperidade suplicam os fiéis, e a fartura é o que Deus assegura estar reservado para as pessoas que o temem e guardam a sua lei, respectivamente os seus mandamentos”, analisa o documento.
No entanto, fica claro que não se trata unicamente de fartura e abundância em dinheiro ou em bens de consumo. A prosperidade prometida por Deus abrange todas as esferas da vida, e as bênçãos são prometidas para a vida na cidade e no campo. “Por ser a prosperidade uma bênção divina em sentido amplo, é mais do que natural que a Bíblia, ao lado do seu aspecto material, enfatize também a sua dimensão espiritual. Ela o faz destacando o crescimento da igreja e da palavra de Deus ou então apontando para a necessidade de crescer e aumentar - ou seja, prosperar - no amor, na fé, no conhecimento de Jesus e nas ações de graça”, reflete o posicionamento da IECLB.
E aquelas pessoas que não alcançam a prosperidade? Para a Palavra de Deus, as dificuldades revelam não só falta de justiça e retidão, mas também de misericórdia e sensibilidade. “Jesus entendeu claramente que, se ao invés da injustiça, fosse buscado com prioridade - ‘em primeiro lugar’ - o reino de Deus e a sua justiça, também os necessitados haveriam de prosperar, pois não lhes faltaria mais comida, bebida e vestimenta.” Os entraves colocados à prosperidade do povo de Deus explicam por que em países de tanta riqueza como a Palestina da época de Jesus (e o Brasil da atualidade!) existe tanta pobreza.
Sobre o limite da prosperidade, esse é confirmado quando refletimos sobre a sua finalidade segundo o testemunho bíblico. Nos textos se confirmam dois importantes princípios: 1) A natureza última da prosperidade é coletiva. Deus a deseja para todo o seu povo, mesmo que seja sensível a petições individuais; 2) A partilha dos bens, a sua distribuição mais eqüitativa, é a finalidade última das bênçãos advindas da prosperidade material. Só assim haverá mais igualdade, podendo Deus ser o Pai de todas as pessoas para que elas sejam realmente uma fraternidade solidária, em vez de um conjunto de crentes egoístas e individualistas.”
Como recado final, diz o documento divulgado pela IECLB: “Não devemos permitir que os interesses econômico-financeiros que hoje determinam o processo de globalização sujeitem também a nossa fé a uma visão estreita de prosperidade individual e material. O Deus da vida é generoso e se compraz com a prosperidade de toda a sua criação - prosperidade que entendemos no sentido da vida plena a ser buscada diariamente pela fé em Cristo e pelo viver segundo o seu exemplo”.


Leia posicionamento na íntegra:
http://www.luteranos.com.br/articles/10392/1/Prosperidade/1.html


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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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