Série Texts Unlikely I - A caixa de correiro


Por: Paulo Matheus

Como todos sabemos de cór e salteado, a nossa querida caixa de correio desempenha um papel muito importante. Não só o de receber as cartas que o João Carteiro nos entrega. Sim, há inúmeras outras funções que esta mísera caixa tem. E não estamos falando em caixas de correio da Polishop, que tem alarme supersônico e leitora de cartas (vem de brinde, um cachorro manso, pensando nos carteiros...). Estamos falando de valores existentes, tanto literais quanto sentimentais.

Primeiro, há inúmeros tipos de caixas de correio, caixas de madeira, de ferro, alumínio, plástico, poliuretano, policloreto de vinila (PVC), compensado, pepelão, papel crepom, vidro, borracha, entre os mais váriados materiais. Também existem casos que não há caixas, os moradores são chamados para receberem as cartas nas próprias mãos. Isso acarreta muitas incertezas, pois o carteiro pode ser confundido com um Oficial de Justiça (pode haver daltonismo e analfabetismo) e sofrer alguns intempéries... Ou também o receptor pode estar com alguma gripe inédita super contagiosa e mortal.

Por esse caminho sabemos dos perigos de ser carteiro (e olha que nem falamos dos cães...), mas em todo caso, essa discussão fica para outra análise. Esta apenas conta sobre a caixa mais querida dos carteiros. E de outras pessoas também, principalmente os românticos, que adoram receber cartas. São considerados os amigos íntimos dos carteiros, que as vezes nem conhecem as caixas. Alguns mais exaltados deixam um presente em cima da caixa para o carteiro, que as vezes não duram muito... De qualquer forma, a caixa de correio também pode sofrer com sua exposição ultra-exagerada. Um exemplo bem bom é quando o Zé carteiro está sendo alvo de um Pitbull semi-dócil, para poder pôr a carta na caixa, que fora colocada estratégicamente o mais longe possível do alcance do homem amarelo. Com as mordidas pretendidas pelo cão, a caixa poderá ser danificada. Isso acontece...

O mais importante é saber dar valor àquela caixa. Estamos falando de um bem comum da sociedade, que todos devemos ter, embora no momento estejam sendo substituídos pelos chamados 'emails eletrônicos', que é só uma moda que não deve pegar... Imagine uma civilização sem caixas de correios, seriamos medíocres, seres repugnantes, onde a violência e a falta de saneamento seriam coisas comuns.

Por isso, devemos dar valor imenso a essas simples caixas. Talvez num futuro bem próximo, robôs farão sua tarefa, tanto o Felizberto carteiro quanto o próprio papel da carta. Mas nunca deixaremos de ter uma caixa de correio em nossa residência.
Viva!



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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

1 comentários:

Rakel disse...

Imagine uma civilização sem caixas de correios, seriamos medíocres, seres repugnantes, onde a violência e a falta de saneamento seriam coisas comuns. Concordo plenamente com vc Matt..