O mundo e eu

As vezes olho o mundo, entre um pensamento e outro. Parece estar caindo. Lembro-me que estou nele, vivo dele. Certamente, alguns de seus problemas eu compartilho. Ou quem sabe meus problemas são um acréscimo para o problema dele. O mundo nunca me atraiu em pensamento, mas por viver nele, fui tentado e caí. E aquele mundo que parecia distante... agora fazia parte de mim. O mundo em si é um problema, uma porção deles, mas contribuem para compor esse mundão de Deus.

De Deus?

Meu pensamento foi sempre que o mundo tinha solução. Mas até que ponto podemos ir para salvá-lo? Vemos pessoas que se submetem a humilhações mundanas, que mais ridicularizam o que professam do que divulgam sua ideologia. Sendo assim, o que fazer para ajudar esse mundo, sem se tornar parte dele?

Digo isso pois sou um fraco. Admito que sou falho e talvez incapaz de lutar contra. Sei que cada um tem uma forma de pensar, e tento ao máximo respeitar; as vezes é complicado, pois influencia muitas vezes no que imaginamos como futuro, mas esquecemos de que as decisões que são tomadas agora terão um resultado talvez apenas em duas ou três gerações. Com sorte, amanhã mesmo.

Então, o que mudar? Eu ou o mundo

Provavelmente, eu.

Deus é a maior prova de que o mundo já teve sua chance. Já conheço os resultados de um amor comum, entre nós, seres humanos, e ele sempre se desvirtuará. O amor de Deus é eterno, Ele continua nos amando de forma incondicional, mesmo que todos pensem que ele amou mais o mundo quando enviou seu filho, Deus nos ama da mesma forma hoje, amou ontem e continuará nos amando até o fim.

Se eu não posso mudar o mundo, admito também que não tenho condições de mudar a mim, de tal forma, que me deixe mais distante do mundo e mais próximo de me salvar.

Quem pode me mudar? Deus.

Paulo Matheus de Souza

Apesar

"O que tenho a lhe dizer é muito triste, minha querida,
estou com o coração apertado, pode parecer exagero;
mas parece com a chuva de inverno, que me deixa sem saída,
e com a lagrima que cai num desespero...


Meus pensamentos doem, não encaixo certas peças...
durmo pensando em redesenhar aquilo que construí,
mas sou um servo de uma vida de promessas
e sei que meu lugar, apesar, ainda será aqui .


Saiba que algumas palavras são tão fortes quanto uma rocha,
mas os sentimentos são tão intensos quanto a luz solar.
Tento ver o que ninguém definitivamente gosta.


Por outro lado, querida, estou sempre a pensar,
em tudo, praticamente tudo sobre essa amostra...
de versos, que estou a lhe dedicar."


Paulo M. S. Souza

Copa de 2014: ainda é no Brasil?

Foi levantada inicialmente uma questão pelo então presidente da FIFA, Joseph Blatter, sobre as obras que visam a realização do maior evento esportivo do mundo em 2014, a Copa do Mundo de Futebol. Quando eleito para sediar o evento, o Brasil contava apenas com seus grandes títulos mundiais, fama de ser o um seleiro mundial de craques e uma admiração gigantesca da cultura brasileira com o esporte. E isso tudo nos leva a crer que para a realização de um evento como esse, a fantasia do carnaval nos basta. Não é o que parece.

Nosso país carece de infra-estrutura urgente. Grande dificuldade de deslocamento,  problemas viários, na maioria dos casos envolvendo o mal planejamento urbano (algo que envolve diretamente a politicagem), são determinantes para decretar uma grande dúvida: a Copa vai ser aqui mesmo?

O maior problema do Brasil não são todos os seus defeitos do cotidiano. É, disparado, a convivência com eles, como se remendos pudessem cobrir as grandes falhas, ou resumindo, dando aquele 'jeitinho' clássico. Entretanto, mostrar que um país tem condições de sediar um evento da magnitude de uma Copa do Mundo é tarefa de quem está querendo crescer. Mas se eu e você queremos que o Brasil seja de 1º Mundo, quem está impedindo a ponto de tudo estar tão atrasado?

Certamente quem está acima de nós, quem manda e desmanda.
Nossa nação não foi destruída por um terremoto, arrasada por um vulcão ou destroçada por uma grande guerra. Como provado na prática, as grandes nações que tivemos a oportunidade de ver, souberam recomeçar e chegar muito mais longe do que poderiam antes de qualquer desgraça. Então, isso quer dizer que devemos sofrer algum impacto profundo nesse sentido? Ou será que já não passamos por tudo isso todos os dias com massacres, mortes no trânsito ou qualquer tipo de violência? Ou nosso destino ruma essa "morte lenta", a qual parece não nos abalar a ponto de sentirmos a necessidade de mudar.

Então, o erro já não é apenas dos políticos. É de cada um de nós.

Se por algum motivo, quer seja de atrasos em obras, quer seja na inviabilização por motivos de insegurança, a Copa não for realizada no Brasil, saiba culpar a si mesmo. Quem sabe, quando perdermos a Copa, cobraremos da forma certa nossas autoridades, que estarão em situação delicada e vergonhosa, caso isso acontecer. Depois de perder o evento, chegaremos ao pensamento mútuo de que o erro, já conhecido, precisa urgente ser corrigido: o nosso próprio comodismo.


Paulo Matheus,
Estudante de Engenharia

Minha redação do enem - 2010

Depois de muitos meses sem vir aqui pra dar um alô sequer, volto com a minha redação do ENEM 2010. Talvez pelo fato de que lááá em abril do ano passado eu tenha voltado a trabalhar. E muito. Ou talvez por que lááá em novembro do ano passado eu tenha escrito um texto que, raramente na história da humanidade universal inter-galáctica, eu tenha gostado e muito. Sim, era um texto que eu me orgulhava de dizer: Foi eu que fiz! Era muito mais do que eu imaginava escrever. Era. O blogger consumiu com ele. No fundo, a cerca de 200 m de profundidade na minha consciência, eu sabia que não deveria escrever direto no blogspot. Entretanto, são coisas que só me dou conta agora, que já perdi o texto. Eu pensei sério sobre o porquê daquilo... talvez não estaria escrevendo crônicas boas, ou algo do gênero. Enfim, a pouco recebi um email de um contato relacionado à um jornal, o qual publicará um dos meus textos em abril (em breve detalhes). E isso me animou novamente! Depois dessa redação obrigatória, prometo escrever textos extra-curriculares. Mesmo que trabalho e faculdade me tomem todo meu tempo de reflexão.

Esse texto, como os outros do ENEM, não representam o original entregue, já que sempre faço alterações. Erros de português são erros de digitação. Não ficou lá essas coisas...



 O trabalho na construção da dignidade humana


  
Em toda a nossa existência, a vida cotidiana sempre foi marcada por eventos culturais e marcantes que, até hoje, nos servem como inspiração e exemplo. Todos esses eventos, sem dúvida, foram obra de muito esforço e, principalmente, do trabalho de pessoas que sempre buscaram melhorias. O trabalho deixa claro no intelecto humano seu valor primordial para a criação de uma sociedade igualitária.

Apesar de encararmos as tarefas remuneradas apenas como nosso meio de sustento, a importância vai muito além disso. Como acontece, por exemplo, no início da carreira profissional, onde o foco está no aprendizado e no conhecimento que, mais tarde, poderá servir para uma carreira de sucesso. O mercado de trabalho, sem dúvida, é feito para aqueles que buscam na vida profissional uma forma de conciliar uma vida digna para conviver com a sociedade. Mesmo assim, há muitos trabalhadores que fazem do trabalho uma rotina sem acréscimos, que está vinculada apenas ao sustento familiar, com um salário muito indigno e uma carga horária que excede o permitido, sem fazer valer dos seus direitos. Isso evidencia que, mesmo depois da aprovação das leis trabalhistas, muitas pessoas ainda trabalham em condições consideradas desumanas.

A sociedade tem o dever de cobrar sempre por direitos iguais, pois o trabalho tem a mesma importância em qualquer setor de onde é exercido. A dignidade passa pela democracia de direitos, e quando os trabalhadores, independente de sua colocação, possuem seu devido direito como profissional, a liberdade de viver e de se realizar pessoal e profissionalmente será mantido sempre.



Nota no ENEM: 775,00




A prova real





Do Blog do Éder.

Eu tava lá! =)

 
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