As desventuras de amigo Menino - VII

Capítulo 3 – O aniversário de James Saturno


Iceberg não conseguira pregar os olhos a noite inteira, mas compensara caminhado com os olhos fechados. Assim, se despistou do restante do grupo, que já estava bem embalado. Ao abrir os olhos, e não era demais, pois havia tropeçado e caído de um penhasco, por onde rolou e se esfolou um bocado até, perfeitamente parar em pé, e avistar Menino e Popogenic’s, de braços cruzados e caras feias:
- Ta pensando o quê?! Te liga mano Brown.
Após uma hora e meia de caminhada, mais ou menos 2.980 jardas de distancia calculava Popogenic’s para chegar até a casa de Maisá. Conhecido por possuir cinco punhais como fora citados, ele treinava outros cinco yesterdays em seu suposto templo. Um deles era seu filho, James Saturno, antigo amigo de Iceberg, porém não era o “Best Friend” dele atualmente, mas sim Menino.
- Vamu diuma veis! – disse Menino, num dialeto mais usual pelo yesterdays do passado, para Iceberg, pois estava em passos de lesma com artrose.
Em pouco tempo, uma chuva de compostos cortantes surgia da atmosfera, e nublara a pouca claridade do planeta. Nada mal para eles, pois as substancias cortantes apenas faziam cócegas à camada de pele dos yesterdays.
Já Iceberg não se sentia bem. Não pela chuva, mas pelo local onde estavam agora. Acabaram-se as extensões de Lizard Land, agora estavam em Thunder’s Land, conhecida por aventureiros sem sucesso de “terra do imprevisto”. E Iceberg já tinha ouvido falar nas emboscadas que os aguardavam. Ou talvez estivesse delirando devido à chuva rala de substancias carbônicas cortantes inofensivas:
- Louco devo estar! – (Loco debo estar, música da banda Guardian).
Pensando na possibilidade de a chuva estar embaralhando seus pensamentos (não que sejam grandes coisas), pediu para Popogenic’s uma capa de chuva (Raincoat, musica da banda Downhere), mesmo sabendo que o velho não tinha, apenas para provocar comoção para com ele.
Eles acabaram por atingir o nordeste da serra uma hora antes de Iceberg cair adoentado aos pés dos viajantes. Com uma doença chamada “Maragatodomato”, mesmo que seja improvável da espécie de Iceberg pegar tal doença, esta, porém não racionava ninguém. Era uma infestação que nada se podia fazer. Popogenic’s não conhecia a cura, mas entendia muito bem as conseqüências desta praga. O seu objetivo era eliminar seu foco em cinco trias. Iceberg estava no estágio de dois trias. O velho apenas informou ao desesperado Menino que, naquela região apenas uma pessoa podia ajudar: Maisá. Este ser estranhamente era morador daquela região nefasta. Apenas ele era conhecedor de Thunder’s Land, de acordo com o mais velho dos viajantes. Certamente que estava errado. Não se passou dez minutos após ter proferido sua própria estatística, um orangotango alado aparece, para o susto dos viajantes. Era nada mais nada menos do que Jack Mountains, antigo líder da manada do leste. Menino conhecendo o rosto irreconhecível devido à chuva que piorava, arremessou uma pedra contra a criatura desengonçada, que nada sofrera, mais abrira seu bico:
- Onde estão indo?!
- Não lhe pertence essa informação! – respondeu o velho, tossindo quando pedaço de pedra o sufocou.
- Então não os liberarei caminho.
- Mas quem disse a ti que estas terras te pertencem?!
- E quem disse que não? – respondeu o animal, rindo após.
Menino, entrevendo na passividade do velho.
- Não queremos saber de quem é estas terras imundas, apenas, não só queremos como vamos passar adiante!
Irritado, orangotango desce em meio à poeira provocado pela chuva indesejada, a fim de proferir mais palavras:
- Vejo que carregas um enfermo. Sabes que doença lhe perpetua?
- Não banque o solidário! – respondeu Menino.
Notando a coragem dos viajantes, Jack salta a frente de Menino, o agarrando pela cabeça.
- Tente bancar o engraçadinho aqui e não terá volta! Teu amigo doente já está condenado, não terá dois tria de vida.
- Conheces Maisá? – pergunta o velho, tentado esfriar os ânimos.
Mas Jack não o atende, devido à aproximação de alguém nas proximidades. Apenas levanta vôo e profere algumas palavras:
- Saiam enquanto lhes dou prazo.
No horizonte do nordeste da serra, surge a figura de Maisá. Não só, acompanhado do senhor meio-velho que conversou anteriormente com Menino.
- Olá Menino! – cumprimenta o meio-velho, com uma cara de quem foi dormir as três e acordou as seis, mas demonstrando certa felicidade ao vê-lo.
- Olá, responde Menino fitando a figura de Maisá.
Maisá, um sub-mestre que teve aula com o mestre de Müllre, porém em nada parecia com um yesterday. Tinha aparência jovial, apesar de ter 60 anos na paleta. Tinha também uma leve semelhança com Rudnonson Lambert Jr. Este era um vendedor muito conhecido à cidade de Müllre, pois vendia sapatos e botinas do tio San. Porém, era indescritível sua fisionomia, devido a uma falha de fabricação.
- Quem são vocês e o que fazem nestas terras?
- Somos viajantes e procuramos à cidade perdida do Sul.
- E que querem fazer lá?
Neste momento, paira uma dúvida no autor desta ficção sobre o real objetivo dos viajantes até a terra perdida do Sul. Mas, com dúvidas, preferiu a incerteza na resposta de Menino para com Maisá.
- Procuramo-la a fim de decifrar certos mistérios pendentes para muitos habitantes deste planeta.
- De certo que já visitei esta cidade e não achei nela nada de misterioso.
- Mas então é uma cidade de yesterdays como você?! – pergunta curioso o velho Popogenic’s.
- Não exatamente. Era uma espécie muito estranha aos meus olhos. Tinham prazer em respiram o ar que circula naquelas redondezas. As texturas do lugar chegaram a cegar um amigo que me acompanhou naquela viagem que fiz. Mesmo assim, não consigo descrever o que vi lá, e por isso não recomendo para vocês irem lá. Eu nunca voltarei mais lá.
- É que o mestre Klun-Pling Anonymus me recomendou ir até esta cidade, mas como você disse isto...
- Fora aluno deste mestre?!
- Sim, por acaso, conheces ele? – pergunta Menino surpreso.
- Mas claro! Por que não me disse que fora aluno dele antes? Vamos, eu mostro o caminho. Lá é muito diferente, mas nada de temível. Vou com vocês.
- Você não acabou de dizer que nunca mais voltaria lá?!
- Fica frio veio xarope! – exclamou Menino. Mas, antes, Menino informou sobre o estado de saúde que estava Iceberg. Maisá logo disse que no caminho tinha a solução daquele problema. E a solução era uma substancia muito desconhecida pelos yesterdays, chamava-se água.
Continua...

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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