Perto


Talvez fosse diferente se a maioria aprovasse. Melhor: seria estranho se fosse como não foi!
"Fortes gotas de sangue caíam do céu. Era talvez metade da noite, como naquelas em que se deduz mas não se conclui. E as horas passavam. Mais do que arranhar, a chuva nas trevas revela ser apenas um artifício da ilusão. Perguntas como: "O que irá acontecer depois?", "Até onde isso vai?", são comuns. As trevas também. Tão comuns quantos suas alucinações e acontecimentos. Mas diferente no que se refere a efeitos.
Pânico. Medo. Solidão. Incerteza. Angústia...
Existem, de fato, remédios para este mal natural. O primeiro se chama "tempo". Como se sabe, por instinto natural, há um divisão entre a luz e as trevas. Não se sabe como surgiu, cientificamente, mas isso não nos compete. O certo é que há. E quando se fala em divisas logo lembramos de distancias. Unindo esses dois artifícios, teremos tempo e distância. Física? Logica.
Esperar é o melhor remédio. Mas há efeitos colaterais como qualquer outro medicamento. Dura, em se tratando de planeta Terra, 12 horas. E a dor retorna mais tarde. Talvez, mais árdua.
Os humanos, entretanto, utilizam, não se sabe desde quando, um artifício que estimula a imaginação. Com este artifício, podemos nos colocar na Luz, mesmo estando nas Trevas. Chama-se Sonho. Basta fechar os olhos, após um dia, de preferência bem aproveitado. Logo estaremos num campo chamado surpresa, ou seja, alguém, que não nos compete saber nesta descrição, controla nossos sonhos, que ora são bons e ora ruins, do ponto de vista humano. Lembrando, apenas para não causar distorções, que nem nesta descrição nem tão pouco nesta idéia será lançada a hipótese de que este sonhos tenham algum significado. Se tiverem ou não, repito, não nos compete.
A chuva volta. Não se pode vê-la. Ouvir é ver. Não bastasse o barulho descontrolado, de batidas pouco repetitivas, trovões assustam, raios clareiam as Trevas, ainda que por muito pouco tempo.
Mas nada se compara aos impecilhos humanos. Se não poder enxergar é ruim, confiar é ainda mais difícil. Vozes são linhas que guiam para caminhos, sejam eles bons ou ruins. Um conselho, mesmo não competindo muito a esta descrição: puxe esta linha até o coração. Lá pode haver um rocha que só se firmará a voz que realmente for boa. Mas para manter a informalidade desta descrição, há jeito de puxar esta linha à mente. Lá o artifício 'raciocínio' tomará suas providencias. Não competia a este autor dizer isto, mas, neste último, é dada como 99% de crédito, já que a lógica prevalece. Mas como não se trata de um sentimento (no caso de medo de Trevas...), se pode revisar este contrato. E se existisse, mesmo não competindo com sua opinião, eu não assinaria".
PMSS

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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