O tempo passa, o tempo voa...

o.O


Com pouca coisa a ser feita, o jeito foi me divertir um pouco. Encontrei um site na internet especializado em entreter pessoas como eu, desocupadas...


Veja abaixo, se tiver com interesse (interesse mesmo!), uma letra baseada em outras comuns da banda Engenheiros do Havaí e 3 histórias típicamente escritas por Jorge Amado.
Eu gostei.
Eu que fiz!
Se quiserem brincar depois, confiram aqui.


Atrás de um pontapé

Não importa se só pegou
o que não tem importância
O Julio já sabe
Somos um pato sem infância
Atrás de um pontapé
Atrás de um pátio
Depois de um trago
Eu trago um violão
E molho a cabelo
E moldo a batata
Você é bela
sua mãe é bela
que importa um trago

Bis

Atrás de um pontapé
Atrás de um pátio
Para trepidar
Para ventilar
Para triturar e fazer estrago
Depois de um trago

________________________________

Da compaixão de Eğitimli pela morena Idiosmaria

Coronel Ignorâncio tentava desviar os olhos de Idiosmaria, mas era difícil não reparar na maneira maravilhosa com que a moça preparava o revirado de batata com feijão. Enquanto Idiosmaria acariciava a batata, o coronel só conseguia pensar em ter a dedos da cabrita em sua boca. Eğitimli fingia não perceber o aborrecimento do homem mais poderoso da cidade. Desafiar o dono da Fazenda Sítio do tio Toninho? Só com muita justeza e proteção de Tungamunga, melhor aquietar a cabeça e manter aquele compaixão guardado junto com a faca.

- Onde estava Tônia Praga nesse momento?

A voz de Idiosmaria quebrou o silêncio tenso do ambiente. Mas por pouco tempo. Ela sabia que não teria respostas. Não era sua voz, mas seu par de coxas que chamava a atenção daqueles dois. Ela não valia mais do que um talher. Melhor esquecer. Melhor nem entrelaçar. Voltou a acariciar a batata.

________________________________

De quando Tungamunga novamente escutou Idiosmaria

A lavoura de cacau pedia trégua. A fazenda Sítio do tio Toninho já não agüentava mais tanta devastação e pedia clemência da vassoura de bruxa. Da mesma forma que a cidade inteira pedia alguma solução. Enquanto coronel Ignorâncio especulava na capital alguma forma lucrativa de negociar a venda da sua propriedade, Idiosmaria apelava para que Tungamunga mandasse embora aquela maldição. Com os homens sem dinheiro, ela e suas cabritas não tinham futuro. O aborrecimento estava sendo substituido pelo desânimo. As carolas seriam as únicas felizes, porque só elas dão valor para a tristeza.

Até o paciente eğitimli foi visto chutando um talher e gritando para a poeira que se levantava na frente da venda:

- Onde estava Tônia Praga nesse momento?

O cabra tinha enlouquecido. Não havia mais o cheiro de Revirado de batata com feijão saindo das janelas. A praga extinguiu tamb&eacutem a possibilidade de possuir batata nas despensas. Não havia lugar nem mais para o compaixão. Foi assim até o dia em que viram Idiosmaria entrelaçar. Era o sinal. Sempre que Tungamunga a ouvia, isso se repetia. Dito e feito. Em um mês a praga abandonava a cidade, a fazenda Sítio do tio Toninho e os pesadelos de Idiosmaria, que - depois de ser ouvida -, resolveu toda noite em total aborrecimento, dançar e exibir sua maravilhosa dedos na frente da igreja, sem ligar para a oculta ameaça de uma faca.

________________________________

Da primeira vez que a sombrancelha de Idiosmaria encontrou as mãos de Eğitimli

Eğitimli não agüentava mais as provocações de Idiosmaria. A mulher do Coronel Ignorâncio todo dia arrumava uma desculpa para aparecer no armarinho. Sempre com a saia curta e o aborrecimento menor ainda. Falava do marasmo de viver na fazenda Sítio do tio Toninho, dos suores noturnos, do compaixão estancado em seu coração. O turco tentava mudar de assunto.

- Onde estava Tônia Praga nesse momento?

Mas quem disse que adiantava? A mulher sempre arrumava um jeito de voltar ao ataque. Usava técnicas de baixeza inomináveis. Chegou até a preparar um prato de Revirado de batata com feijão (inegável afrodisíaco), ainda caprichado na batata , só para eğitimli não ter como recusar o agrado.

Orientado pela negra Juventina, o dono da armarinho resolveu a fazer um despacho para Tungamunga, na tentativa de se livrar da fazendeira e da perspectiva de ser atravessado por uma faca. Até entrelaçar o turco fez, para ver se passava por louco e espantava a insistente. Mas ela tinha o corpo fechado para despacho e aberto para teimosia. Num dia de calor retado, Idiosmaria entrou no armarinho com a desculpa de comprar um talher. eğitimli não tinha talher a venda. Nem como resistir à sombrancelha de Idiosmaria exposta daquela forma maravilhosa. Danou-se.


o.O

Share this:

SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

3 comentários:

Danilo Fernandes disse...

Ola Paulo!

Graça e Paz!

Vim conhecer seu espaço digital. Bom posts! A internet é um espaço precioso onde podemos falar de Jesus e discutir diferentes pontos de vista!

Aproveitando, faço uma apresentação do meu blog:

Genizah é um blog cristão diferente. Hilário e divertido, mas que não dispensa a seriedade na defesa do Evangelho. Uma mistura bem balanceada de humor, denuncia e artigos devocionais. No Genizah, você fica sabendo da última novidade do absurdário "gospel", mas também não falta material para inspiração e ótimas mensagens dos melhores pregadores. Genizah é um blog não denominacional apologético, com um time é formado por escritores, pastores, humoristas e chargistas cristãos.

Aguardo sua visita. Vamos nos seguir!

Abraços em Cristo e Paz!

Danilo

http://www.genizahvirtual.com/

Danilo Fernandes disse...

Opa! Paulo. Espera 15 dias para o banner aparecer no tráfego e me avisa que 2X ao mes eu acerto todos os links e te coloco na pagina dos parceiros;

Abs.

Danilo

Hermes C. Fernandes disse...

Olá Paulo!

Que bom encontrar alguém que milita na mesma causa, com firmeza e equilíbrio.

Parabéns pelo belo trabalho apresentado em seu blog. Já estou seguindo.

Aproveito para lhe convidar a conhecer o meu blog, e se desejar também segui-lo, será uma honra.

Seus comentários também serão muito bem-vindos.

www.hermesfernandes.blogspot.com

Te espero lá!