Resenha @ Éder Duarte - Self-titled (2012)



Chega dezembro e a vida recomeça - isso pelo menos até fevereiro quando volto às aulas outra vez! Mas esse sofrimento, espero, ainda acaba (e se Deus quiser, em 2 anos!).


O fato é que é verão; o povo aproveita pra viajar, veraneia no nosso lotado litoral, algumas ficam pela cidade até evaporar aos poucos, outros simplesmente compram uma piscina ou instalam um ar-condicionado para refrescar um pouco o cérebro. Fato também é que há sempre uma marca que fica nesse período, uma lembrança fatídica que não sai da memória (sorrir ou chorar), e que logo se torna um hit imaginário na cabeça das pessoas (como quando o Juquinha caiu do patinete em 72, enquanto ouvia That's Why God Made the Radio, do Beach Boys, em um toca-discos da moda).


Reprodução Proíbida
Baita cd!
Bom, a pouco chegou algo novo. Meu grande amigo Éder (para quem não lembra, ele já apareceu aqui cantando e interpretando) lançou um cd! É isso ai gurizada! Só que o cd, diferentemente dos que compramos por ai, não tem um selo que o distribui. Não. O próprio Éder é o distribuidor, além de mixador, designer de arte da capa, empresário, divulgador e, é claro, o músico! Ele ainda conta com a ajuda dos irmãos Lucas e Silas Hertz, bem como Clark Carballo e Marcela Fernandes. E só. Mas não é por isso que o produto não seja de excelente qualidade.

Eis um grande prolema atual: vender qualidade ou vender? O capitalismo é um invasor natural da música, mas o que antes era o talento que vendia, hoje quem define é o consumidor. E boa parte do público quer uma música fast-food, que seja muito fácil de digerir. Bem por isso vemos que um som com refrão repetitivo fica na cabeça do cidadão muito mais fácil do que uma trilha que faça o vivente pensar - ai vem o dilema tempo/pensar...

O cd é um pouco de tudo misturado. No começo, nos deparamos com Gai(vó)ta, uma homenagem a vó Tereza (que eu insistia em chamar de "tia" mesmo depois de crescido!) que partiu recentemente para ir repousar merecidamente com o Senhor, mas deixou a inspiração da letra, que nos fala genericamente das pessoas que nos deixam com um propósito, as vezes desconhecidos do nosso entendimento. Um tema mais delicado foi escolhido em Flores, que fala importância das pessoas e da proximidade entre elas. 

Aprendemos uma Lição na faixa 3, sobre não ter medo pois existe um amor infinito que nos levanta em nossas quedas. E feliz é aquele que tem Confiança na faixa 4!

Meu Herói é Jesus, e ponto final!

Te encontrar, além de uma adoração à Deus e uma letra excepcional, tem uma melodia com destaque merecido à guitarra que embala a canção de forma contundente!

Busca continua na faixa 7, com uma melodia parecida com Primavera, esta porém, ambas as letras falam um pouco do mesmo assunto, sobre sentimentos, ora perdidos na busca, ora nostálgicos como na primavera. Solar é um trecho de 1:24 min que "reflete" a importância do nosso astro maior desta nossa via de leite.

Sem dúvida, minha preferida é o single Avalanche, escutei ela direto na versão ultra-demo (essa do CD nem se compara gurizada). A letra é sem comentários, a melodia se encaixa sem deixar a desejar, vocal e back-vocal do mesmo integrante da banda! As repetições do refrão durante a música são muito bem vindas! 

Uma música que já ouvia bastante antes do lançamento era Abro a janela, é daquelas que deixa o refrão na cabeça, a melodia e letra caminham muito bem durante a execução, bem com um baita arranjo de sample. Já em Duda Song, com um estilo bem legal, produzida durante um curso de música da UFRGS.

Agora a música que arrebenta, aquela que podemos (ou posso, depende do público) chamar de single principal é Meu Canto. Ela me lembra aquelas músicas do final do filme, onde aprendemos algo muito útil em nossas vidas, a melodia que se segue o refrão é surpreendente pra quem ouve pela primeira vez. As rimas também são marcantes, e quem sem dúvida, dispensa grandes efeitos de som. Ponto altíssimo do álbum.

Pensamentos fecha o cd, e me lembra um pouco o seriado Lost. As vezes. 

Todos os patiolares sentiram falta de Rua Sem Árvores no repertório, é claro, mas tudo bem... (ninguém precisa entender esse parágrafo)

Enfim... tentei descrever um pouco do álbum, mas só ouvindo mesmo pra você ter uma ideia. Porém, já lhe adianto: você vai se surpreender com o que se pode fazer apenas com criatividade, e nada mais!

CD: Edér Duarte - Self-titled
Contato (tanto para compra do cd quanto pra shows): 
Email: ederatg@gmail.com
Fone: (0XX) 51 - 9789.9135

Quem quiser conferir um pouco do trabalho, ele liberou duas músicas para download!!!






PMSS


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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

2 comentários:

Conectepoa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Éder Duarte disse...

Valeu, Matheus!
Muito interessante tua perspectiva. E, realmente, 'A Rua Sem Árvores', é uma ótima lembrança. Prometo regravar...rs
Abração :)