Sexta-feira 13. E...?

Reza a lenda que... bom, o que interessa a lenda sendo que não é nossa? A sexta-feira 13 é encarada pelos brasileiros como algo mais do que natural. Até por que faz parte de uma cultura norte americana. Aqui seria mais fácil lembrar o dia de cinzas do que tal data (ainda mais eu, pois a quarta-feira de cinzas significa o fim da festança característica).

Mas o assunto que se cria é o seguinte: o Azar. O Azar é, de fato, o contrário da sorte. E sorte é puro acaso, dado o fato que o ser humano que testa sua religiosidade tem a 'mania' de atribuir certo ganho à essa sorte. E o contrário ao azar. E também os que não tem lá grande empatia com a religiosidade humana (ou seja, que não querem ser humanos) normalmente fazem probabilidades para atingirem a sorte, coisa que não acreditam. Contudo, a sorte pode ser explicada como o resultado bom, ou o nome dado a vitória em certo momento. E sortudo seria aquele que obtem a sorte, seja ela coisa futura ainda.

Certo, dá pra concluir que a sorte é algo pra lá de abstrato. E não se pode saber que é que tem a sorte e quem não possui. E podemos iniciar uma tentativa de explicação.

Sabemos que quando o ser humano está passando por dificuldades, sofrimento, falta de dinheiro e coisas afins, dize-se que o azar está presente. E é óbvio: a religiosidade surge. Bom, sejá lá qual for a crença que o indivíduo buscar (seja São Batoré, protetor das causas fúteis, ou SUS), certamente a usará para passar para o estágio de sorte. Bom, daí espera-se que aquela religiosidade idiota acabe e continue a sorte a reinar. Pois é...


Para descomplicar um pouco, muitos cristãos tem seus momentos de sorte e azar. Mas a preferência de tal estado depende do nível de fé. Existem, na verdade, momentos ruins e bons. Mas abdicar de um atributo divino nas horas boas e lembrar dela nas horas ruins é coisa muito comum hoje em dia.


A primeira coisa que me lembra a sexta-feira 13 é de abominar qualquer citação de sorte e azar. São palavras normalmente ligadas a jogatina. E é certo que nenhum cristão quer tornar sua religião um jogo. Ou ouviríamos coisas assim por ai:


- Nossa, hoje estamos com sorte: o pastor Astrogildo vai pregar amanhã.

- Mas que azar, não achei o versículo da Bíblia!

- Vamos jogar nos dados quem vai louvar! Boa sorte para todos!

- Eu aposto R$100 que o Juca não vem ao culto!

- Você perdeu, seu azarado, olha lá o Juca na porta! Que sorte a minha.


No entanto, usar alguns termos diferentes ajudam a manter o ambiente notável.

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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