Que tempo bom, que um dia voltará...


Bons tempos aqueles em que a gente não se preocupava com a opinião dos outros, a não ser da mãe e do pai, que podiam ser encaradas como ordens. Tempo em que se preocupar era o de menos, aproveitar o tempo sim é que era bom. Despreocupante. Tudo era divertido e engraçado. Tudo mesmo. Quando ríamos, era por que tudo estava trancorrendo normalmente, milimetricamente desplanejado.

São momentos como esse que a gente precisa hoje. Viver sem se preocupar com o que os outros vão dizer, ser o que os outros detestam ou almejam secretamente. Voar quando não se pode, nadar onde não há rio. Lutar contra monstros que na realidade existem. Fazer com que o mundo pareça com um lugar habitável. Mudar conceitos com um simples 'vamos brincar?'.

Lembro dessa época muito bem. Não que eu viva no passado; mas lembrar as vezes de tempos como esse é muito legal. Quando a gente brincava de qualquer coisa, sempre apareciam as briguinhas. Mas bastava realizar-se uma nova brincadeira que tudo voltava ao normal, e todos estavam juntos novamente. Mas quando crescemos a gente percebe que com os adultos nem sempre é assim. E pude ver bem claramente na minha própria família.

Tem um vídeo muito famoso na internet, que mostra no Rio 92, um dos eventos pioneiros em preservação ambiental, uma menina canadense tentando convencer os representantes nacionais a pararem de poluir o planeta, pois isso estava afetando o homem. Mas mal sabia ela, mesmo já tendo a incrível noção que os adultos eram o culpados, de que ninguém manda em ninguém. E assim também pensando, a razão não manda nas atitudes. O problema das brigas entre adultos é que elas além de acontecerem, deixam marcas difíceis de serem apagadas. Não que seja impossível, mas quase improvável por alguns fatores, tais como orgulho e a soberba.

Ninguém quer sair perdendo. Todos querem tudo. E esse tudo, na maioria dos casos, fica na terra depois da morte. Na morte, os que tiveram tudo podem não ter nada...

Jesus disse: deixe vir a mim as crianças, pois delas é o meu Reino. Um criança pode ser muito bem ser moldada para o bem ou para o mal. Mas dificilmente o coração inocente de uma criança pode ser comparado ao de um adulto. Jesus quis dizer que a pureza das crianças pode ser a chave de uma paz que não temos aqui. E pode nos levar a maiores riquezas do que as existentes no mundo. E olha que nem sempre brigas são por dinheiro...

É só mais um lembrete, algo que possamos lembrar quando olhamos momentos como este acima no album de fotos. Era o aniversário do Alexandre, meu primo. Na foto estou eu e o Roberto, meu irmão. A Lurdes, nossa tia, nos sujou com a cobertura de bolo no rosto! Quando eu fui soprar a língua-de-sogra, ela fez uma curva e atingiu minha cara, e o Roberto só observando a cena... Até hoje me pergunto: como conseguiram pegar esta cena? Lembro que depois rimos muito. Para muitos é algo infantil, para mim é algo muito valioso!

PMSS

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

1 comentários:

Rakel disse...

Ahhh!!!É sempre bom mesmo lembrarmos da nossa infância!!!!