E 8 anos se passaram desde então...


Hoje não há nada pra se comemorar. É apenas mais uma data que o mundo atual não esquecerá tão cedo. Para quem viu a derrubada do muro de Berlim, certamente nos anos seguintes aquela data também foi lembrada com a mesma intensidade. E podemos dizer que o 11 de setembro é ainda mais relevante, sendo que a mídia está mais desenvolvida. E sem dúvida, o mundo se lembra de mortes instantâneas que causaram inúmeras outras posteriormente, em intervalos de tempo maiores. Ou seja, nada de lembrarmos do 11 de setembro pelo fato ocorrido, mas também por suas consequências inconsequentes.

Muitos podem afirmar que o episódio serviu de lição para a maior potência do mundo. Parecia inabalável pelo tamanho império, mas foi duramente atingido, não só literalmente. Muita coisa mudou, de lá pra cá, entrar nos EUA, que já era tão difícil pelas fronteiras de forma ilegal, tornou-se algo ainda mais complicado normalmente, pois a segurança tomou rumos diferentes e se mostra mais atenta. O governo investiu pesado em segurança nacional, sendo que em seus domínios, qualquer cidadão que demonstre tendências terroristas poderia sofrer com isso. E não só em aeroportos norte-americanos, mas também em vários locais do mundo, Inglaterra, Brasil. E isso ajudou muito na morte do brasileiro Jean Charles, que foi confundido com terrorista numa estação inglesa. Este, um caso isolado, demonstra a demência que surgiu com o tempo, mostrando que terrorista é um sujeito morto, independente de sua tarefa completa.

Os ataques de 11 de setembro foram apenas a gota d'água para o contra-ataque ao Iraque e Afeganistão pelo império do tio Sam. Mas lembrarei desse episódio não como eu lembro da mortandade de judeus durante o regime nazista, tão pouco como a crueldade do Terror na França e de outros massacres de inocentes. A queda das torres gêmeas simbolizam o que o mundo não via a tempos e que sempre permanecerá nessa Terra: a ignorância.

(Um vídeo interessante)

São eventualidades como essa que me fazem ter certeza que eu nasci no país certo, que está longe de ser uma potência mundial, e assim, longe de ser cobiçado e odiado. Um país de muitas oportunidades. A violência é algo sempre presente. Mas não chega ao patamar de guerra. Não estamos ao lado de instabilidade políticas ou de confrontos militares; pelo contrário, o Brasil ainda atua em forças de paz em essencialmente dois países: Haiti e Timor Leste. E Deus nos deu fartura e um clima muito agradável, sem terremotos ou furacões.

Deus sabe quando precisamos de sua ajuda, nesse caso apenas precisamos saber que Ele está ao nosso dispor. Se os EUA cresceu com o "Em Deus confiamos", não poderiam ter sofrido tal ataque, ou talvez isso seja a consequência de que "O poder cega". Cega tanto que a Verdade pode ser lembrada por último, e as barbáries sempre antecedendo as razões pacíficas.

Certo mesmo é que exemplos estão ai para serem seguidos. A vingança é sempre encarada como um espelho, ou seja, o troco que sempre estamos dispostos a dar pode nos fazer tão mal quanto a primeira atitude ruim.

Enfim, em datas como esta, eu lembro de que o tempo passa em várias gerações e sempre nos trazem maus exemplos memoráveis. Lembrar disto pode ser uma fraqueza. Lembrar que Deus nos protege e nos guarda é muito mais valioso.


PMSS

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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