Quando a pobreza chega a escrita...


Abro a Zero Hora e me deparo com os mesmos colunistas de sempre, falando sobre diversos assuntos. Mas o ponto ao que eles almejam chegar é sempre o mesmo: pobreza na escrita.

Escolhi esta crônica para falar mal dos outros. Mas espero que esse "mau" soe mais como uma crítica construtiva, apesar de que quem é citado não esteja nem ai...

Martha Medeiros e sua falta de criatividade; era sempre me indicado, nos tempos da escola, que era muito adequado ler colunistas de jornais, pois além de expressar uma opinião, estariam ajudando no nosso modo de expressão, em nossos pontos de vista, em uma melhor forma de colocarmos por escrito. Hoje, graças a Deus, posso dizer que consegui absorver a boa escrita, e o resto era puro lixo. Mas nem todos tem a mesma sorte, de modo que ao invés de aproveitarem a linguagem, absorvem o contexto. E palavras belas podem ser a ísca para futuras alienações... No caso da Martha na edição de hoje, poderá ser poupada de críticas. Mas e quem já está dopado de seus pensamentos, gostos e ponto de vista? Conseguirá se livrar e pensar por si só? Ter a noção de que todos temos um senso e que imitar é feio?

Seja quem for este sujeito, quem puder fazer este favor, faça logo. Diga que Cláudio Goldberg Rabin é um babaca. Pelo que? Ele disse em seu artigo que estamos excluindo os fumantes. Ou seja, ele deve fumar e levou para o pessoal. Na sua cabecinha, Lula irá lançar uma campanha para exterminar os fumantes, e depois, viveremos em paz mundial plena. Só que o mais incrível no texto dele é que: como uma pessoa pode defender em tantas palavras um ponto de vista particular? E bota particular nisso! Ah, não. Desculpem. Ele é estudante de jornalismo.

(Há vários cadernos em ZH, inclusive o Meu Filho, que fala de como criar crianças na alta sociedade.)

Tem também o Paulo Sant'ana, um torcedor fanático pelo Grêmio e adorado pela torcida tricolor. É claro que esse foi o sarcasmo, dado que a torcida nunca vai esquecer a sugestão de o Grêmio fechar os portões, dada por ele nos tempos de crise no tricolor. Hoje ele contou uma piada que só não é mais velha que ele por que não existiam carros no século retrasado. E é outro que expressa a opinião particular e acha que todos devem engolir...

Gostamos de falar da gente. E os outros? Querem nos ouvir? Querem saber o que comemos e se comemos? O pior de tudo é que sempre tem. Sempre haverá uma pessoa perdida no mundo, que não saberá pegar dicas, mas pegará, se for possível, o cérebro dos outros.

Quando se está na escola, a gente atura muita bobagem escrita para apreender a Escrita.


Hoje foi bom falar dos outros. Quem sabe amanhã eu não fale de minha preferência de frutas? Ou de formas saudáveis de criar porcos? Ou sobre minha coleção de tapetes persas? Ou então de alguma nojeira minha que, de fato, ninguém vai achar nojento? Vou pensar... Que tal pensarem também?

E, para quem não leu a crônica, a imagem acima é da Zero também. E não foi difícil de achar (aposto que teve gente que achou que fiquei catando erros na edição! haha!).



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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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