Cristãos


Débora

Composição: Pastor Lourival de Almeida


Antes eram chamados Nazarenos, depois Cristãos
Hoje não sabemos como chamá-los, são tantos grupos diferentes
Antes, ao contemplá-los se dizia: Vejam só como se amam
Hoje, aos nos verem eles repetem: Vejam como se separam
Quem poderá dizer quem prega a verdade?

Como conseguiu o Inimigo ganhar-nos o terreno
Vivemos a construir tantas muralhas, esquecendo o primeiro
Não existe Cristianismo verdadeiro sem honestidade
Se não refletimos a Jesus, faltamos com a verdade
O que serve os demais é o maior
Que o sermão do monte ainda está em vigor
Que ainda existe o bom exemplo, e a humildade de coração
E que não há vida, e nem igreja se não há perdão

Oxalá o Mestre possa dizer como já disse antes:
"Não choreis, apenas dorme, não está morta"
Que te passa, Igreja amada, que não te levantas
Raramente te aquebrantas, porque não te transformar?

Antes tinham tudo em comum, a oração vinha em primeiro
Hoje competem pra saber quem tem melhor casa, mais dinheiro
Antes eles morriam abraçados na arena dos pagãos
Hoje se discute até pra orar: levantemos ou não as mãos?
Alguns crêem em profecias, e outros não
Alguns pregam a fé, outros só o amor
Uns falam em línguas, outros duvidam do poder
E o mundo morre, morre, morre sem poder crer

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

2 comentários:

Giuliano Gasparini disse...

Já viste duas religiões unirem-se? Isso nunca acontece. A razão é simples: elas se baseiam em dogmas (verdades anunciadas e inquestionáveis), que advém de alguma autoridade humana. Dogmas mudam conforme pressões de todo tipo e causam, portanto, mutações, como nos seres vivos, o DNA.
A religião evolui e cria novas espécies. A religião, se fosse baseada na verdade, traria o efeito de unir e não dissociar. A ciência, que tem a verdade como foco, não tem dissidências, mas sempre uniões.

PMSS disse...

Interessante sua visão. Podemos dizer então que a ciência se une, inclusive quando uma teoria refuta a anterior? Se planificarmos a história científica, o movimento se assemelha com religioso, muitos pensadores tinham um conceito que ao longo do tempo foi sendo aprimorado. A linha de raciocínio podia ser diferente dependendo do local, assim como as religiões, que mudam dependendo de fatores semelhantes. Hoje não existe a universidade mundial, e sim várias universidades com diversos ramos de pesquisa, tal como a religião, que também se adapta por região. Pois, simplesmente, são PESSOAS que regem ciência e religião. A questão de unir é um conceito religioso que, infelizmente, não é adotado. Agora a ciência une? Muitos inventos causaram destruições e algumas até hoje causam mal estar éticas e morais. Nem sempre. PESSOAS mudam conceitos, e em ambos os casos, não tendem a concordar nunca.