Amarrados na futilidade

Galvão Bueno: Simbolo clássico da opinião imutável, e babaca.


Sabe quando uma pessoa fala algo e não discute com ninguém? Se acha o Dr. de Tudo, mestre do conhecimento, e, ainda pior, mal viu a vida passar?

Bem, admito. Sou novo. Tenho apenas 20 anos. Duas décadas. Posso influenciar os menores, mas tenho, acima de tudo, que saber ouvir quem é mais velho. Vivido, sabe?

Pois bem.

Imagine um cidadão que adora falar besteiras. Sarcástico. Bem, continue imaginando. Num belo dia, nessa mesma floresta, essa pessoa, por um motivo, quem sabe, um tanto estranho (tanto quanto a maçã ter caído em Newton), resolve escrever sobre algo sério. Expressa sua opinião de forma coesa, sem sarcasmo. Quer ser intelectual. Mas, por um lado, nada informal. Segue uma tendência que, convenhamos, vem de sua fonte de renda (eis um/o ponto). Além disso, expressa uma opinião daquelas bem pessoais, que indentificam uma certa clientela literária (quando a opinião pessoal = $). Mas gera uma opinião equivocada dos leitores. Porque? Talvez fosse pela falta de argumentos... E claro, pela forma de como ela irá chegar até as pessoas.

Isso é mal? Quem sabe... mas ainda não chegamos na parte que eu penso ser mal. Imagine que um certo dia um certo rapaz de 20 anos.. sei lá, qualquer um por ai (eu), resolve querer contatar o "cidadão escritor sarcástico metido a saber de tudo em um certo momento da vida", para, quem sabe, demonstrar uma opinião contrária. Isso ocorre, pero é mais comum ouvirmos "Nossa, como você escreve bem!", "Muito bem falado!", "Parabéns, nem li, mas parabéns!".

Não me importo tanto com puxa-sacos nos comentários impressos. Mas acho que esse cidadão não é nenhum Gandhi, Einstein ou Abraham Lincoln, que pela grandiosidade de suas pessoas pouco poderiam discutir com um 'pangaré' qualquer sobre o que pensam. Mas acho que não discutir é melhor. É mais fácil ir ver o filme do Pelé. As coisas se resolvem muito fácil nesse país, os políticos que pensem por nós. Em troca, roubem o que quiser.

O négocio é ser sarcástico também. Falar a língua de quem não gosta de ouvir. Talvez, um dia desses, eu fique tão conhecido que poderei expressar minha opinião. Mas espero que essa fama não me tire o direito de ouvir quem é menos famoso. Por isso, hoje, na situação de um perfeito João D'água, ouvirei quem tiver menos de 20 anos. Até mesmo aqueles que me chamam de babaca. Pois, quem sabe, eu não seja mesmo?

Paulo Matheus

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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