O mundo e eu

As vezes olho o mundo, entre um pensamento e outro. Parece estar caindo. Lembro-me que estou nele, vivo dele. Certamente, alguns de seus problemas eu compartilho. Ou quem sabe meus problemas são um acréscimo para o problema dele. O mundo nunca me atraiu em pensamento, mas por viver nele, fui tentado e caí. E aquele mundo que parecia distante... agora fazia parte de mim. O mundo em si é um problema, uma porção deles, mas contribuem para compor esse mundão de Deus.

De Deus?

Meu pensamento foi sempre que o mundo tinha solução. Mas até que ponto podemos ir para salvá-lo? Vemos pessoas que se submetem a humilhações mundanas, que mais ridicularizam o que professam do que divulgam sua ideologia. Sendo assim, o que fazer para ajudar esse mundo, sem se tornar parte dele?

Digo isso pois sou um fraco. Admito que sou falho e talvez incapaz de lutar contra. Sei que cada um tem uma forma de pensar, e tento ao máximo respeitar; as vezes é complicado, pois influencia muitas vezes no que imaginamos como futuro, mas esquecemos de que as decisões que são tomadas agora terão um resultado talvez apenas em duas ou três gerações. Com sorte, amanhã mesmo.

Então, o que mudar? Eu ou o mundo

Provavelmente, eu.

Deus é a maior prova de que o mundo já teve sua chance. Já conheço os resultados de um amor comum, entre nós, seres humanos, e ele sempre se desvirtuará. O amor de Deus é eterno, Ele continua nos amando de forma incondicional, mesmo que todos pensem que ele amou mais o mundo quando enviou seu filho, Deus nos ama da mesma forma hoje, amou ontem e continuará nos amando até o fim.

Se eu não posso mudar o mundo, admito também que não tenho condições de mudar a mim, de tal forma, que me deixe mais distante do mundo e mais próximo de me salvar.

Quem pode me mudar? Deus.

Paulo Matheus de Souza

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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