Evangelismo na marra


Lembram daquela época das Inquisições, Tribunais de Santo Ofício, Companhia de Jesus e etc? Mas é claro que não, se falarmos em tempo de vivência, mas sim, em termos de aprendizado. Lá nos livros de história a gente aprendeu que esses interrogatórios visavam repreender qualquer 'espertinho' que ousasse se rebelar. E também era uma maneira de recuperar ou impedir o avanço do Protestantismo, que crescia e muito na Europa dos séc. XVI e XVII. Sem dúvida nenhuma, foi a forma encontrada pelo Papa de preservar colônias que possuiam bandeiras católicas de ideologias contrárias, o que deu certo nos paises latinos. E lembrando que não havia escolha, ou era católico e devoto do Papa, ou o relho teria que descer.
Um pouco mais adiante, melhor dizendo, atualmente, existe um oposto dessa situação descrita acima: a conquista de fiéis. Hmmm, vamos dizer assim, os tempos mudaram. Hoje você é um cidadão livre para escolher sua religião, não tem obrigação de seguir nem mesmo a religião oficial do país, tão pouco seguir pequenos credos. A razão de seguir uma religião obrigatoriamente era, sem dúvida, uma idiotice de seres abomináveis, e que certamente a criou por interesses próprios, sem direção nenhuma.
E nessa condição, logo vem a pergunta: a religião acabou?
Que nada. A verdade é que o mal dela foi eliminado (é, mais ou menos...), e algumas outras maneiras de professar a fé cristã foram criados. E botam vários nisso. E com isso, foram criados meios de o sistema voltar a ser obrigatório. (O que?)
Não como antes, mas dá a entender que o cristão de hoje tem que carregar uma cruz mais pesada, não que não seja naturalmente, mas parece que a cruz pesa em várias partes do corpo, principalmente na cabeça.
O que se tem visto são dezenas de anúncios evangélicos na TV, no rádio, na internet, nos jornais, em hospitais, nos mercados, em roupas, na política, nos botecos, nos bordéis, na rede globo, e por fim, quem sabe, na famosa casa do capeta. Ora, certamente o capeta não iria gostar nada desses anúncios, de forma alguma, ele não é dessas coisas. O que ele deve estar adorando é o jeito como tudo está acontecendo.
Para mostrar um pouco do que acontece, citamos Zaqueu. Não o personagem bíblico, e sim a música. Ela já virou Funk, Rap, Acústico, Dançante, Rock, Gospel, e por ai vai... E em qualquer lugar, em qualquer rádio, você escuta ela, seja numa rádio só de Funk secular ou de música variada. Ela é pedida com frequencia pelas pessoas. E, se não bastasse, é ouvida no meio secular, principalmente em rádios de livre escolha de músicas! Incrível! E o que há de mal nisso?? Nada para nós. Mas para quem tem aquele direito de escolher o que quer, não seria conveniente jogar assim de repente, um monte de palavras sem sentido, bombando num som, no ritmo do Funk, mas sem letras comuns do estilo, das quais nem vou citar exemplos. É dificil assimilar entre o divino e a promiscuidade. Não se pode descartar que esse tipo de esforço é válido, é sim, mas pode ser confuso em muitos casos.
Um exemplo mais apropriado seria o de unir a religião e a mídia. Não se pode gritar na frente dos tele-espectadores coisas como: 'Ou dá ou desce'. Explica-se: a igreja de Edir Macedo exagera em muitos aspectos de fé relacionada com o arbítrio. Se você não ajudar, poderá ir para o inferno. E quem quer ir? Devemos então fazer o que eles dizem, ou se não terei cadeira cativa no lago de fogo e enxofre... Não é bem assim.
Todos tem o direito de escolher o que é melhor para si. Não podemos sair por ai prometendo o inferno para os incrédulos, nem colocando medo nos irmãos. Todos que tem conhecimento do mal sabem que se deve evitá-lo. E também não podemos misturar evangelismo com as coisas que estão no mundo.
Ser criativo? Nada contra. Pedir para o diabo evangelizar? Ai tem problema.
A palavra de Deus e a adoração devem seguir tendências cristãs.
PMSS

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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