Hoje tem paredão


A comum frase muito ecoada por ai intriga quem não assiste TV com assiduidade. Indica-se que no dia premeditado haverá um tal 'paredão'. E alguém será 'eliminado' no 'paredão' (à tiros?).

Bom, largando o intelectualismo de mão, estou falando é claro do Big Brother, o pior programa já inventado no exterior, adquirido pela pior emissora já inventada no Brasil. E casou bem. Se trata de um 'The sims', onde os participantes obedecem a um 'Big Brother' (Grande Sacana), que inventa provas aos participantes, a fim de continuarem recebendo comida na casa. O interessante é que existem muitas câmeras na casa, dai a audiência (não me diga?!). Na verdade se os participantes fossem políticos, padres ou xiitas, não haveria a menor audiência, pois já saberíamos suas ações antes de os acompanharmos.

Os participantes são pessoas normais, que assinam documentos e etc., mas ao sairem da casa se transformam. Suas vidas não são mais as mesmas. Conquistam fama rápido, mulheres vendem seus corpos que os espectadores ficavam anciosos em ver ao assistirem o programa, homens fazem sei lá o que, mas a fama (contrato) acaba antes do próximo programa.

Não precisa nem dizer que sempre há polêmica, que é sempre levantada pelo acúmulo de pessoas diferentes. Fofocas, intrigas, brigas, pontapés, etc. E parece que é isso que o povo gosta. Pois é... Mas quem sou eu para questionar um programa naquela grade, sendo que tudo que vêmos tem um dedo por cima. Seria um absurdo criticar um só. Poderíamos citar outros inúmeros programas, mas passaria minha vida toda descrevendo, e de tanto escrever sobre as bobagens, o próprio texto se tornaria uma.
Mas a mania do paredão parece ter se habituado.
O que fazer em tempos de negligência do saber? Existe uma palavra que, mesmo que sendo usada para o mal certas vezes, pode ser a solução. Se chama 'seleção' (não a que vai jogar amanhã, dia 1º de abril, no beira-rio. Acreditem). Selecionar o que quer é a melhor forma de não encher a cabeça com retrocessos televisivos.
Por exemplo, se acostumar muito tempo com a mentira pode fazê-la se tornar um hábito. Exemplo: novelas.
Esta seleção não se resume a TV. Se resume tudo. E depende do interesse alheio por si próprio.
Está interessado em você?
Então hoje, ao invés de fazermos a 'Hora do Planeta' (evento ambientalista ocorrido no sábado passado, dia 28/03, em que todos tinham que desligar as luzes por uma hora) vamos organizar a 'Hora do Cérebro'. Combinamos assim: quando começar algum programa idiota na tv, a desligamos. Não vale trocar de canal na hora! Pode ser o do paredão, pra ficar padrão!
Então tá. Tá?
PMSS

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SOBRE O AUTOR

Paulo Matheus Souza de Souza nasceu em 1989, na cidade Porto Alegre. É engenheiro civil e trabalha com pesquisa na área. Começou a escrever cedo, junto com os irmãos, primos e amigos. Juntos, eles fundaram uma “editora”, chamada Scott, onde o que mais faziam basicamente histórias em quadrinhos. Com o tempo, o autor passou a escrever histórias mais longas, algumas até hoje inacabadas. Em 2008 começou a escrever contos e crônicas neste blog pessoal.

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